Até pouco tempo acreditava-se que nos primeiros aninhos de vida a criança não corria o risco de ter alergias nasais. Agora, infelizmente, essa história mudou. Segundo um estudo publicado na revista especialista Allergy, pesquisadores da Universidade Paris Descartes avaliaram os pais de mais de 1.800 bebês de 18 meses de idade e fizeram testes nos pequenos. Resultado: do grupo, 166 baixinhos já tinham tido espirros, coriza e congestão nasal mesmo sem ficarem resfriados ou gripados. “Essa pesquisa tem grande importância e pode até impactar nas prescrições pediátricas daqui para a frente”, acredita a médica Dra. Veronica Tavares de Lima, especialista em imunoalergia do núcleo de especialidades pediátricas do Hospital Samaritano.

Fique atenta!

Só para ter uma ideia, atualmente é só a partir dos dois anos de vida que o pediatra investiga a possibilidade de a criança ter rinite alérgica. “Isso pela imaturidade do sistema imunológico e pela grande incidência de infecções virais nessa idade”, explica a médica. Porém, com essa novidade do estudo francês a doutora recomenda que daqui em diante as mães fiquem atentas a sintomas como nariz entupindo, escorrendo, coçando, espirros frequentes e coceira nos olhos, principalmente se eles forem desencadeados por algum fator físico, como cheiro forte, poeira e contato com animais domésticos. “Se não for tratada logo no início, a alergia nasal pode prejudicar a saúde do bebê. Afinal, além de ela ser um fator de risco para asma, predispõe a infecções respiratórias de via aérea superior”, completa a especialista.

Solução ideal

Vale ressaltar que o tratamento de alergia em bebês é realizado não só com medicação, mas também com controle ambiental. Isso significa manter a casa arejada, livre de cortinas, tapetes, bichos de pelúcia e protetores de berço, usar pano úmido em vez de vassoura na limpeza e não usar spray para perfumar o ambiente.

*Artigo publicado originalmente no site Atmosfera Feminina.